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Já falei algumas vezes sobre as “impressoras de coisas” (aqui e aqui).

E agora que tal uma impressora de órgãos?

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O Wall Street Journal está ligado na possível revolução causada pelo renascimento do movimento DIY e do nascimento do open hardware.

Aos poucos estes conceitos saem do underground e chegando ao mainstreem, gerando milhões de dólares e um enorme impacto na vida das pessoas.

Como construir negócios baseados nestas novas ondas?

(Via WSJ via Make)
(Imagem Lasern)

Foi pego de surpresa pelo blackout em novembro/2009?

Aproveite a energia elétrica gratuita que a Telefônica não quer que você descubra! 🙂

Bom, na verdade no caso de um blackout total na cidade é provável que não funcione… Mais info aqui!

Nanosilver

Já falei aqui sobre impressoras de “coisas” e discuti brevemente sobre o impacto que elas poderão causar em um futuro próximo.

Um dos atuais problemas com estas impressoras é que grande parte delas consegue utilizar apenas um tipo de material. Conseqüência: resultados práticos limitados.

Mas e se pudéssemos imprimir circuitos? Seria um enorme salto rumo à “impressora de coisas”. Você entra em um site, faz o download de um MP3 player e imprime o seu iBob em casa. Loucura? Nem tanto.

A Xerox deu um importante passo desenvolvendo uma tinta a base de prata capaz de funcionar a temperatura ambiente usando uma simples impressora jato de tinta. Tudo bem que essa tecnologia não vai migrar tão cedo assim para a sua casa, mas é um sinal do que vem por aí.

O MIT está indo ainda mais longe (como de costume)… estão desenvolvendo materiais orgânicos capazes de conduzir energia (tanto cargas negativas quanto positivas ao mesmo tempo) de forma muito eficiente. Esses polímeros também podem ser utilizados para impressão.

Tentativas também estão sendo feitas por amadores, como no caso do RepRap:

E para quem não quer esperar, existem formas mais baratas e menos automatizadas de imprimir seu próprio circuito em casa.

(Via MIT Technology Review)
(Via Make)

Mais um exemplo da utilização do Arduino em publicidade.

O novo clipe do Kasabian.

(Via Make)

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Quem já assistiu “How it’s Made” ou programas do gênero no Discovery Channel já deve ter reparado que algumas indústrias usam o efeito estroboscópico para acompanhar linhas de produção que operam em alta velocidade.

O princípio é muito simples e eu decidi fazer a minha própria luz estroboscópica com Arduino.

O diagrama para montagem é o seguinte:
Stroboscopic Time Machine _ Schematics(usei o Fritzing para construir o diagrama)

Usei dois potenciômetros, mas seria possível montar apenas com um (alterando um pouco o código abaixo). Usando dois eu consigo controlar não só a freqüência do pulso de luz mas também a duração de cada pulso. Dependendo da velocidade do objeto em movimento é preciso acertar estes dois valores. Também usei 4 LEDs em série, ao invés de um como mostro no diagrama.

O código que escrevi segue abaixo:

/*
Stroboscopic Time Machine

Controls a blinking LED using two potentiometers (one for frequency
and another for the ON duration of the light).

It can be used to see rapid movement in slow motion.

The circuit:
* LED connected from digital pin 13 to ground.
* Potentiometer 1: left pin to VCC, right pin to ground and middle
pin to Analog 4.
* Potentiometer 2: left pin to VCC, right pin to ground and middle
pin to Analog 5.

Created 5 October 2009
By Gian Carlo Martinelli

https://copirraite.wordpress.com/2009/10/08/maquinadotempo/

*/

int ledPin = 13; //defines the LED pin
int freqPin = 4; //defines the frequency potentiometer pin
int waitPin = 5; //defines the ON duration potentiometer pin
int freq = 0; //defines variable
int wait = 0; //defines variable

void setup(){ //defines the pin modes and prepares serial for bug tracking
pinMode(ledPin, OUTPUT);
pinMode(freqPin, INPUT);
pinMode(waitPin, INPUT);
// Serial.begin(9600); uncomment this if you wish to use bug tracking via terminal
}

void loop(){
freq = analogRead(freqPin); //reads Frequency potentiometer
wait = analogRead(waitPin); //reads On Duration potentiometer
// Serial.print("Freq: "); uncomment the next 5 lines for bug tracking
// Serial.print(freq/10);
// Serial.print("\t");
// Serial.print("Wait: ");
// Serial.println(wait/10);
digitalWrite(ledPin, HIGH); //turns led ON
delay(wait/10); //leaves the LED on for a determined duration
digitalWrite(ledPin, LOW); //turn LED off
delay(freq/10); //wait before turning LED on again (frequency)
}

Como não tenho uma câmera digital disponível não tenho como demonstrar o meu em funcionamento, mas o efeito é basicamente como o visto nos vídeos abaixo:

Quando tiver tempo (muito tempo) pretendo montar uma projeto que não precise do Arduino para operar. Usando apenas componentes eletrônicos… imagino que não seja muito complicado. Alguém disposto a ajudar? 🙂

Uma das linhas de projetos open source que mais me chamam a atenção é a de impressoras 3D. O nome já deixa bem claro o que ela faz, imprime coisas.

Parece ficção científica mas estas impressoras existem (há um bom tempo). Ao invés de se usarem um arquivo de texto para imprimir páginas, usam arquivos com coordenadas para imprimir objetos, camada a camada.

Existem alternativas industriais, muito caras e pesadas.

A primeira vez que ouvi falar em impressoras 3D “populares” e open source foi com o projeto RepRap, em 2005. O RepRap tem como objetivo criar uma impressora 3D que seja auto-replicável. Ou seja, o RepRap será capaz de se reproduzir. Que viagem…

Outro projeto nesta linha é o MakerBot. Este é interessante por outro motivo. Foi criada uma empresa chamada MakerBot Industries, mais uma das start-ups pioneiras a usar o modelo de open source hardware (junto ao Arduino e a BugLabs). O vídeo abaixo é um pouco extenso demais mas o Bre Pretis toca em pontos interessantes como as vantagens de se ter uma empresa aberta.

Imagine o que reserva o futuro quando, talvez, não precisaremos mais comprar produtos prontos. Simplesmente imprimimos o que precisamos. Faltam copos para uma festa? Precisa de uma nova capa de celular? Perdeu seus óculos? Baixe um modelo legal na internet (de graça) e imprima em casa. Imprima quantos quiser. Estas máquinas dão ainda mais força ao modelo de open-hardware, agilizando e descentralizando ainda mais o processo de prototipagem.


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