Publicado por: Gian Carlo M. em: dezembro 11, 2009
Publicado por: Gian Carlo M. em: novembro 12, 2009

O Wall Street Journal está ligado na possível revolução causada pelo renascimento do movimento DIY e do nascimento do open hardware.
Aos poucos estes conceitos saem do underground e chegando ao mainstreem, gerando milhões de dólares e um enorme impacto na vida das pessoas.
Como construir negócios baseados nestas novas ondas?
Publicado por: Gian Carlo M. em: novembro 11, 2009
Foi pego de surpresa pelo blackout em novembro/2009?
Aproveite a energia elétrica gratuita que a Telefônica não quer que você descubra!
Bom, na verdade no caso de um blackout total na cidade é provável que não funcione… Mais info aqui!
Publicado por: Gian Carlo M. em: outubro 27, 2009
Já falei aqui sobre impressoras de “coisas” e discuti brevemente sobre o impacto que elas poderão causar em um futuro próximo.
Um dos atuais problemas com estas impressoras é que grande parte delas consegue utilizar apenas um tipo de material. Conseqüência: resultados práticos limitados.
Mas e se pudéssemos imprimir circuitos? Seria um enorme salto rumo à “impressora de coisas”. Você entra em um site, faz o download de um MP3 player e imprime o seu iBob em casa. Loucura? Nem tanto.
A Xerox deu um importante passo desenvolvendo uma tinta a base de prata capaz de funcionar a temperatura ambiente usando uma simples impressora jato de tinta. Tudo bem que essa tecnologia não vai migrar tão cedo assim para a sua casa, mas é um sinal do que vem por aí.
O MIT está indo ainda mais longe (como de costume)… estão desenvolvendo materiais orgânicos capazes de conduzir energia (tanto cargas negativas quanto positivas ao mesmo tempo) de forma muito eficiente. Esses polímeros também podem ser utilizados para impressão.
Tentativas também estão sendo feitas por amadores, como no caso do RepRap:
E para quem não quer esperar, existem formas mais baratas e menos automatizadas de imprimir seu próprio circuito em casa.
(Via MIT Technology Review)
(Via Make)
Publicado por: Gian Carlo M. em: outubro 24, 2009
Publicado por: Gian Carlo M. em: outubro 8, 2009
Quem já assistiu “How it’s Made” ou programas do gênero no Discovery Channel já deve ter reparado que algumas indústrias usam o efeito estroboscópico para acompanhar linhas de produção que operam em alta velocidade.
O princípio é muito simples e eu decidi fazer a minha própria luz estroboscópica com Arduino.
O diagrama para montagem é o seguinte:
(usei o Fritzing para construir o diagrama)
Usei dois potenciômetros, mas seria possível montar apenas com um (alterando um pouco o código abaixo). Usando dois eu consigo controlar não só a freqüência do pulso de luz mas também a duração de cada pulso. Dependendo da velocidade do objeto em movimento é preciso acertar estes dois valores. Também usei 4 LEDs em série, ao invés de um como mostro no diagrama.
O código que escrevi segue abaixo:
/*
Stroboscopic Time MachineControls a blinking LED using two potentiometers (one for frequency
and another for the ON duration of the light).It can be used to see rapid movement in slow motion.
The circuit:
* LED connected from digital pin 13 to ground.
* Potentiometer 1: left pin to VCC, right pin to ground and middle
pin to Analog 4.
* Potentiometer 2: left pin to VCC, right pin to ground and middle
pin to Analog 5.Created 5 October 2009
By Gian Carlo Martinellihttp://copirraite.wordpress.com/2009/10/08/maquinadotempo/
*/
int ledPin = 13; //defines the LED pin
int freqPin = 4; //defines the frequency potentiometer pin
int waitPin = 5; //defines the ON duration potentiometer pin
int freq = 0; //defines variable
int wait = 0; //defines variablevoid setup(){ //defines the pin modes and prepares serial for bug tracking
pinMode(ledPin, OUTPUT);
pinMode(freqPin, INPUT);
pinMode(waitPin, INPUT);
// Serial.begin(9600); uncomment this if you wish to use bug tracking via terminal
}void loop(){
freq = analogRead(freqPin); //reads Frequency potentiometer
wait = analogRead(waitPin); //reads On Duration potentiometer
// Serial.print("Freq: "); uncomment the next 5 lines for bug tracking
// Serial.print(freq/10);
// Serial.print("\t");
// Serial.print("Wait: ");
// Serial.println(wait/10);
digitalWrite(ledPin, HIGH); //turns led ON
delay(wait/10); //leaves the LED on for a determined duration
digitalWrite(ledPin, LOW); //turn LED off
delay(freq/10); //wait before turning LED on again (frequency)
}
Como não tenho uma câmera digital disponível não tenho como demonstrar o meu em funcionamento, mas o efeito é basicamente como o visto nos vídeos abaixo:
Quando tiver tempo (muito tempo) pretendo montar uma projeto que não precise do Arduino para operar. Usando apenas componentes eletrônicos… imagino que não seja muito complicado. Alguém disposto a ajudar?
Publicado por: Gian Carlo M. em: setembro 21, 2009
Uma das linhas de projetos open source que mais me chamam a atenção é a de impressoras 3D. O nome já deixa bem claro o que ela faz, imprime coisas.
Parece ficção científica mas estas impressoras existem (há um bom tempo). Ao invés de se usarem um arquivo de texto para imprimir páginas, usam arquivos com coordenadas para imprimir objetos, camada a camada.
Existem alternativas industriais, muito caras e pesadas.
A primeira vez que ouvi falar em impressoras 3D “populares” e open source foi com o projeto RepRap, em 2005. O RepRap tem como objetivo criar uma impressora 3D que seja auto-replicável. Ou seja, o RepRap será capaz de se reproduzir. Que viagem…
Outro projeto nesta linha é o MakerBot. Este é interessante por outro motivo. Foi criada uma empresa chamada MakerBot Industries, mais uma das start-ups pioneiras a usar o modelo de open source hardware (junto ao Arduino e a BugLabs). O vídeo abaixo é um pouco extenso demais mas o Bre Pretis toca em pontos interessantes como as vantagens de se ter uma empresa aberta.
Imagine o que reserva o futuro quando, talvez, não precisaremos mais comprar produtos prontos. Simplesmente imprimimos o que precisamos. Faltam copos para uma festa? Precisa de uma nova capa de celular? Perdeu seus óculos? Baixe um modelo legal na internet (de graça) e imprima em casa. Imprima quantos quiser. Estas máquinas dão ainda mais força ao modelo de open-hardware, agilizando e descentralizando ainda mais o processo de prototipagem.
Publicado por: Gian Carlo M. em: setembro 15, 2009
De muleta à quadcopter, esse é o estágio do meu projeto atual (que vai demorar bastante para terminar e que já começou a um mês mais ou menos).
Estou me baseando no projeto do AeroQuad que usa um Arduino como plataforma de controle. Isso tem me ensinado ainda mais sobre programação no Arduino e sobre alguns sensores diferentes como acelerômetros e giroscópios.
Depois que ele finalmente voar, espero colocar uma câmera HD para fazer tomadas interessantes…
The best of my MikroKopter from Bandion on Vimeo.
…e transmitir imagens ao vivo, talvez até com piloto automático.
O objetivo final é voar pela Av. Paulista à noite e rir, no final de semana, com os relatos de OVNI no Fantástico.
Publicado por: Gian Carlo M. em: agosto 25, 2009
Aos poucos o movimento de Open Hardware começa a chamar a atenção do mundo corporativo.
Uma das últimas notícias que li sobre OH foi na BusinessWeek, onde contou-se um pouco como a Accenture vêm utilizando a plataforma da BugLabs para desenvolvimento rápido de protótipos.
Este rápido desenvolvimento de protótipos é um dos grandes benefícios do Open Hardware. Para a maioria das pessoas pode ser difícil imaginar uma pessoa criando um iPhone na garagem de sua casa. É algo tão complexo, com peças tão pequenas…
Curioso sobre o que era Open Hardware durante a produção de um artigo que escrevi na pós-graduação eu decidi sair da teoria e botar a mão na massa. Estou aprendendo algumas coisas no caminho, entre elas acho que a principal lição é: Hardware, na verdade, é muito mais Software do que imaginamos: um iPhone tem basicamente os mesmos componentes de qualquer celular… a grande diferença está no código, que define como o aparelho usará estes componentes.
Depois que crio algo em casa, com componentes nem um pouco miniaturizados, mas com o código funcionando, eu posso buscar a miniaturização e a produção. Quem sabe dando um salto tecnológico em medicina:
Ou aviação:
Qual será o impacto disso tudo para a economia? Qual será o papel de empresas que hoje estão focadas no desenvolvimento de novas plataformas, como a Apple e a Nokia?
Publicado por: Gian Carlo M. em: agosto 4, 2009
Eu tenho uma teoria de que um dos próximos mercados mundiais gigantescos será o de robótica. Acredito que no futuro próximo, a maior empresa do mundo será uma empresa que fabricará robôs.
Não nego a influência de filmes como “Eu, Robô” nessa minha percepção do futuro.
Se eu estiver certo, os japoneses recuperarão a sua posição entre as potências econômicas mundiais. Não acho que investem em robótica apenas buscando maior produtividade em suas fábricas. Acredito que eles imaginam, e apostam, em um futuro onde toda família terá um robô. Onde robôs farão trabalhos de segunda categoria, ou trabalho perigosos para seres humanos.
Eles são apaixonados pelos “humanóides”.
E quase estão chegando lá…